Eu já havia comentado aqui que abóbora na Alemanha é um caso sério.
Tem de todo tipo, cor, formato...
O povo adora abóbora. E em toda parte são feitas festas da abóbora.
Aqui do lado de casa tem uma casa chamada casinha da bruxa, que é onde mora uma família de agricultores da região. E eles têm um pátio grande na casa, no qual eles costumam fazer festas abertas ao público. E no dia 3 de outubro era feriado na Alemanha e teve a festa da abóbora na casinha da bruxa.
E eu tinha um monte de visitas em casa. Marlene e Celina e Sá e Luciano. E adivinha... fomos todos à festa, claro!
Na festa tinha sopa de abóbora, quiche de abóbora, waffle de abóbora, as crianças podiam desenhar e pintar em abóboras, além de ter cerveja e salsichão (de cevada e porco mesmo, no caso), claro! E uma bandinha de senhores tocando músicas típicas, claro.
Estou começando a me acostumar com essas festas alemãs.
Outono
12 de out. de 2012
11 de out. de 2012
7 da manhã...
e a Nina tem que sair pra escola. E está cada vez mais escuro. No começo ela tinha receio de sair andando até o trem no escuro, agora já virou normal.
Mas hoje estava 1 grau. Frio pra caramba! E eu resolvi levar ela até o trem de carro. E tirei fotos!
A grama da piscina estava com geada...
7 e meia, a pessoa nem tirou a mesa do café da manhã e foi blogar...
Beijos e bom dia a todos!
Mas hoje estava 1 grau. Frio pra caramba! E eu resolvi levar ela até o trem de carro. E tirei fotos!
A grama da piscina estava com geada...
7 e meia, a pessoa nem tirou a mesa do café da manhã e foi blogar...
Beijos e bom dia a todos!
6 de out. de 2012
Morar num Dorf alemão é...
Sentir-se vivendo em um conto de fadas...
Andar por ruazinhas estreitas e antigas...
Respirar história o tempo todo...
Ficar imaginando como era tudo isso há centenas de anos atrás, como as pessoas viviam aqui, no nosso Dorf que tem 1.200 anos...
E admirar-se que as pessoas ainda vivem de verdade em casas com 100, 200, 500 anos...
É ser acordado pelo sino das igrejas nos domingos de manhã
E ver as pessoas passando na janela indo pras igrejas no domingo de manhã...
É ter sempre tratores e caminhões estacionados ou passando na rua...
É levar as crianças pra brincar no parquinho...
É participar de festas e eventos da cidade, inaugurações, festas em agradecimento à colheita, festa da abóbora, festas de rua...
Cumprimentar as pessoas na rua (sempre, sempre)...
Dormir sossegado e sem medo...
Ir a todo lugar (mercado, piscina, açougue, padaria, farmácia) a pé ou de bicicleta...
Enfim, é vida de cidade de interior. Esses dias a Je perguntou se talvez todas as facilidades e tranquilidades que a gente tem aqui são por morarmos num Dorf, e eu acho que sim. As grandes cidades alemãs também são muito bonitas, organizadas, mas na cidade grande me parece que a gente é só um número, uma pessoa a mais na multidão.
E eu fiquei pensando que talvez a solução pra quem mora no Brasil e não quer sair dele mas quer viver melhor talvez seja procurar ir morar no interior. Eu nasci e cresci em São Paulo, há 7 anos me mudei pra Curitiba, que já é menor mas ainda é cidade grande, e nunca me passou pela cabeça ir morar no interior. Mas meus primos cresceram no interior e tiveram acesso a tudo, esporte, escola, natação, e sempre podiam andar pelas ruas sozinhos e sem medo. Com certeza a vida numa cidade do interior do Brasil também é bem mais tranquila do que da cidade grande.
E eu estou curtindo isso de viver num Dorf, povoado, vilarejo. Não tenho saudade da cidade grande!
Dorf Münzenberg, ao redor do castelo Münzenberg.
Andar por ruazinhas estreitas e antigas...
Respirar história o tempo todo...
Ficar imaginando como era tudo isso há centenas de anos atrás, como as pessoas viviam aqui, no nosso Dorf que tem 1.200 anos...
E admirar-se que as pessoas ainda vivem de verdade em casas com 100, 200, 500 anos...
É ser acordado pelo sino das igrejas nos domingos de manhã
E ver as pessoas passando na janela indo pras igrejas no domingo de manhã...
É ter sempre tratores e caminhões estacionados ou passando na rua...
É levar as crianças pra brincar no parquinho...
É participar de festas e eventos da cidade, inaugurações, festas em agradecimento à colheita, festa da abóbora, festas de rua...
Cumprimentar as pessoas na rua (sempre, sempre)...
Dormir sossegado e sem medo...
Ir a todo lugar (mercado, piscina, açougue, padaria, farmácia) a pé ou de bicicleta...
Enfim, é vida de cidade de interior. Esses dias a Je perguntou se talvez todas as facilidades e tranquilidades que a gente tem aqui são por morarmos num Dorf, e eu acho que sim. As grandes cidades alemãs também são muito bonitas, organizadas, mas na cidade grande me parece que a gente é só um número, uma pessoa a mais na multidão.
E eu fiquei pensando que talvez a solução pra quem mora no Brasil e não quer sair dele mas quer viver melhor talvez seja procurar ir morar no interior. Eu nasci e cresci em São Paulo, há 7 anos me mudei pra Curitiba, que já é menor mas ainda é cidade grande, e nunca me passou pela cabeça ir morar no interior. Mas meus primos cresceram no interior e tiveram acesso a tudo, esporte, escola, natação, e sempre podiam andar pelas ruas sozinhos e sem medo. Com certeza a vida numa cidade do interior do Brasil também é bem mais tranquila do que da cidade grande.
E eu estou curtindo isso de viver num Dorf, povoado, vilarejo. Não tenho saudade da cidade grande!
Dorf Münzenberg, ao redor do castelo Münzenberg.
23 de set. de 2012
Olha a velocidade!!!
Aqui na Alemanha a velocidade é um caso sério.
Nas autoestradas (Autobahn) a velocidade não é controlada. E a galera anda muito rápido. Em dias de chuva, trânsito carregado e tal, tem placares eletrônicos que sugerem uma velocidade mais baixa (geralmente 120km por hora). Mas a velocidade é livre mesmo. Só que pra isso funcionar as autoestradas são um tapete, lisinhas, sem buracos. E pra não correr o risco de um bicho (ou pessoa) atravessar a estrada elas são cercadas praticamente no perímetro todo. E se ela passa no meio de dois morros, por exemplo, na saída dos morros ela é cercada com um tipo de tela bem fininha pro carro não correr o risco de levar um golpe de vento de repente. E quando ela passa perto de cidades ou vilas o asfalto é diferente, mais silencioso pra não incomodar as pessoas da cidade. Além disso geralmente existem cercas especiais nesses trechos também pra isolar a cidade do barulho da estrada.
Já nas estradas secundárias a velocidade geralmente é controlada em 100km por hora. Essas não são cercadas, mas onde tem perigo de travessia de animais tem placa. Aí é bom ficar de olho. E lembrando, aqui não tem cachorro solto na rua. As placas são realmente de animais selvagens, como veados, porcos do mato, ou sapos (hehe).
E nessas estradas muitas vezes andam também ciclistas.
Se a gente topa com um ciclista na estrada tem que passar a pelo menos 1 metro de distância dele, e em baixa velocidade.
Se vierem carros na contramão fica todo mundo em fila atrás do ciclista esperando uma boa chance de passar longe dele. Se o carro passa muito perto o ciclista pode denunciar pra polícia que o carro de placa x passou perto demais dele e ameaçou a integridade física dele. E o dono do carro recebe uma notificação em casa. Parece que se as notificações se repetirem o dono do carro pode levar multa.
Quando a gente entra numa cidade pequena, num Dorf, a velocidade tem que ser reduzida pra 50km por hora. Essa também é a velocidade máxima dentro do Dorf. Só as ruas mais movimentadas têm essa velocidade. E toda entrada e saída do Dorf tem um radar pra garantir que as pessoas estejam na velocidade certa:
Já nas ruas residenciais tem sempre uma placa assim
Nessas ruas realmente a gente tem que andar a 30km por hora, porque é onde as crianças, idosos, ciclistas, carrinhos de bebê, também transitam. Como praticamente todos respeitam essa velocidade, a gente fica mais seguro de deixar a Marina andar sozinha por aí.
E ainda tem as ruas onde a criançada brinca. Ruas com muitas crianças, parquinhos, etc. têm uma placa assim
Nessas ruas os carros têm que andar na velocidade de um pedestre. Essas geralmente são ruas curtinhas, e onde essa restrição acaba a placa é assim
Eu acho esse controle todo muito lógico e útil. Tem mesmo que ficar todo mundo de olho na velocidade e respeitar. Assim são evitados acidentes e as pessoas se sentem mais seguras pra andar pela cidade. E onde é possível andar rápido pode-se matar a vontade de andar rápido.
Aí vocês vão me perguntar se todos respeitam isso. Eu diria que as velocidades mais baixas, dentro das cidades, sim. É raro ver alguém andando um pouco mais rápido. Já nas estradas secundárias às vezes o pessoal não respeita tanto. Mas no geral o pessoal respeita os limites de velocidade sim. Mais um ponto pra Alemanha.
Nas autoestradas (Autobahn) a velocidade não é controlada. E a galera anda muito rápido. Em dias de chuva, trânsito carregado e tal, tem placares eletrônicos que sugerem uma velocidade mais baixa (geralmente 120km por hora). Mas a velocidade é livre mesmo. Só que pra isso funcionar as autoestradas são um tapete, lisinhas, sem buracos. E pra não correr o risco de um bicho (ou pessoa) atravessar a estrada elas são cercadas praticamente no perímetro todo. E se ela passa no meio de dois morros, por exemplo, na saída dos morros ela é cercada com um tipo de tela bem fininha pro carro não correr o risco de levar um golpe de vento de repente. E quando ela passa perto de cidades ou vilas o asfalto é diferente, mais silencioso pra não incomodar as pessoas da cidade. Além disso geralmente existem cercas especiais nesses trechos também pra isolar a cidade do barulho da estrada.
Já nas estradas secundárias a velocidade geralmente é controlada em 100km por hora. Essas não são cercadas, mas onde tem perigo de travessia de animais tem placa. Aí é bom ficar de olho. E lembrando, aqui não tem cachorro solto na rua. As placas são realmente de animais selvagens, como veados, porcos do mato, ou sapos (hehe).
E nessas estradas muitas vezes andam também ciclistas.
Se a gente topa com um ciclista na estrada tem que passar a pelo menos 1 metro de distância dele, e em baixa velocidade.
Se vierem carros na contramão fica todo mundo em fila atrás do ciclista esperando uma boa chance de passar longe dele. Se o carro passa muito perto o ciclista pode denunciar pra polícia que o carro de placa x passou perto demais dele e ameaçou a integridade física dele. E o dono do carro recebe uma notificação em casa. Parece que se as notificações se repetirem o dono do carro pode levar multa.
Quando a gente entra numa cidade pequena, num Dorf, a velocidade tem que ser reduzida pra 50km por hora. Essa também é a velocidade máxima dentro do Dorf. Só as ruas mais movimentadas têm essa velocidade. E toda entrada e saída do Dorf tem um radar pra garantir que as pessoas estejam na velocidade certa:
Já nas ruas residenciais tem sempre uma placa assim
Nessas ruas realmente a gente tem que andar a 30km por hora, porque é onde as crianças, idosos, ciclistas, carrinhos de bebê, também transitam. Como praticamente todos respeitam essa velocidade, a gente fica mais seguro de deixar a Marina andar sozinha por aí.
E ainda tem as ruas onde a criançada brinca. Ruas com muitas crianças, parquinhos, etc. têm uma placa assim
Nessas ruas os carros têm que andar na velocidade de um pedestre. Essas geralmente são ruas curtinhas, e onde essa restrição acaba a placa é assim
Eu acho esse controle todo muito lógico e útil. Tem mesmo que ficar todo mundo de olho na velocidade e respeitar. Assim são evitados acidentes e as pessoas se sentem mais seguras pra andar pela cidade. E onde é possível andar rápido pode-se matar a vontade de andar rápido.
Aí vocês vão me perguntar se todos respeitam isso. Eu diria que as velocidades mais baixas, dentro das cidades, sim. É raro ver alguém andando um pouco mais rápido. Já nas estradas secundárias às vezes o pessoal não respeita tanto. Mas no geral o pessoal respeita os limites de velocidade sim. Mais um ponto pra Alemanha.
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