Outono

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26 de mai de 2012

Marcelo e a polícia

Essa semana eu estou fazendo um curso sobre recolocação no mercado de trabalho e quem está levando e buscando o Rafa na escola é o Marcelo.

Aí um dia desses quando ele saiu pra buscar o Rafa já perto da hora do almoço tinha um carro de polícia aqui na rua. OK, ele foi, pegou o Rafa e na volta o carro de polícia estava parado na frente de casa. O policial estava fora do carro. E quando viu o Marcelo disse

"Hallo!"

e o Marcelo respondeu

"Hallo!"

e ficou olhando pro policial pois não sabia se ele queria falar com ele. Aí o policial disse

"kfghbkisbvgbhniuvibnoah"

ou pelo menos foi isso que o Marcelo entendeu. E ele gelou, pois como a escola do Rafa é a meia quadra de casa ele não estava levando documento nenhum. E fez sinal de que não entendeu. Aí o policial perguntou se ele falava alemão, isso o Marcelo entendeu e disse que não. Aí o policial perguntou se ele falava inglês, e ele disse que não. Aí o policial fez sinal de que ele era da Alemanha e quis saber de onde o Marcelo era. Esse sinal o Marcelo entendeu. E respondeu

"Brasil, Brasilien"

E o policial disse

"Tá brincando, você é brasileiro? Fala português?"

E aí o papo rolou solto. O policial era brasileiro do Rio de Janeiro, filho de alemães e mora aqui há 15 anos. Estava por aqui, que não é a região dele, pois a polícia estava na escola da Marina ensinando a criançada a andar corretamente de bicicleta na rua e ele aproveitou pra conhecer o bairro.

No final, o

"kfghbkisbvgbhniuvibnoah"

era mesmo o policial pedindo o documento do Marcelo, pois ele achou estranho que ele só disse "Hallo" e o Marcelo ficou parado.

Então fica a lição, se você estiver na Alemanha e um policial te disser "Hallo", diga "Hallo" e saia andando. Os policiais também podem ser simpáticos. Ou será que esse era simpático por ser brasileiro?

22 de mai de 2012

Nossas plantinhas

Eis que a gente tinha um quintal. Um quintal que estava feinho, cheio de matinho seco, com uma floreira suja e cheia de plantas mortas.

E eis que um dia meu pai me trouxe mais uma floreira.

E depois a Nina achou mudas de morango pra vender no supermercado.

E o Marcelo queria fazer coxinha e precisava de salsinha e aqui nao vende cheiro verde no mercado e tivemos que comprar a salsinha num vasinho.

E a primavera começou e em todo lugar tinha plantas pra vender.

E a Dani resolveu comprar mais umas mudas de uma plantinha azul chamada Vergissmeinnicht (não me esqueça) e outra roxinha que eu não lembro o nome agora e mais um saco de terra.

E uma tarde a Dani e as crianças limparam as floreiras e plantaram todas as plantinhas nas floreiras. As de comer em uma e as de bonitar em outra.

E o nosso quintalzinho se encheu de beleza!











Isso já faz um tempo, os moranguinhos passaram a dar flores e agora já estão surgindo as frutinhas, bem pequenininhas, e as crianças se alegram a cada descoberta de um mini futuro moranguinho novo.

Estamos apaixonados pelas nossas plantinhas!

19 de mai de 2012

Nós e as bicicletas

Já antes da gente se mudar pra Alemanha eu tinha o sonho de ter uma bicicleta legal e poder andar num lugar legal com a minha família. Ainda no Brasil a gente tentou uma vez andar pelo bairro, mas minha bicicleta não era legal e nem o bairro (cheio de subidas e descidas, com carros andando rápido perto, etc.).

Quando decidimos vir morar aqui um dos meus sonhos era esse, passar a usar a bicicleta no dia-a-dia ao invés do carro. Mas achei que ia demorar muito pra realizar esse sonho, já que as bicicletas aqui são boas mas caras.

Então compramos a da Marina, que como vocês já viram era o presente de natal dela atrasado. Aí um dia fomos visitar a Cris, minha amiga de escola que mora aqui perto, e o Marcelo comentou que queríamos comprar bicicletas, e tal. E ela e o marido haviam acabado de comprar duas novas, e venderam as duas bicicletas velhas pra gente por um preço de amigo (obrigada aos dois)! Aí um dia aluguei meu pai pra ir lá na casa deles buscar as bicicletas com o carro dele, que é grandão (obrigada, pai). E a partir daí passei a fazer tudo aqui perto de bicicleta, como eu sonhava.

Mas ainda faltava arranjar um jeito legal de transportar o Rafa de bicicleta junto com a gente pra podermos passear direito. O capacete dele a gente já tinha, faltava uma cadeirinha pra colocar nas bicicletas. Eis que minha querida prima oferece a dela de presente, já que o filho dela já tá grandão e não usa mais (obrigada, Gi).

Pronto, sonho completo, temos tudo o que precisamos pra passearmos os 4 juntos de bicicleta. E lugar legal aqui não falta. É tudo tão plano, parece mentira!

E adivinhem o que a gente foi fazer na quinta-feira que aqui era feriado?


















Andar de bicicleta até a cidade vizinha, parar ao lado de uma plantação e fazer um piquenique, correr no meio do mato alto, assoprar as flores de dente-de-leão e colher algumas flores do campo pra levar pra casa na cestinha, claro! É ou não é um passeio perfeito?

18 de mai de 2012

Respostas às perguntas dos meus amados leitores

Oi pessoal!

Vocês têm comentado bastante aqui no blog e feito algumas perguntas bem interessantes também. Nem sempre eu consigo responder, então aqui vão as respostas do que foi perguntado até aqui, tá?



Ane no post sobre os preços

Viu, atualiza o blog, quero notícias do Rafinha, Bjks.

Ane, já está tudo melhor na escola do Rafa. Ele tem ficado sozinho sempre, não fico mais com ele. Mas até quarta ele chorava quando eu saía, mas logo depois se acalmava. E chorava quando íamos buscar ele. Na terça ele olhou bem pra mim quando fui buscar ele e disse “Mãe, você tem que saber que eu preciso de você, preciso do meu pai, não posso ficar sozinho na escola”. Tadinho. Aí na quarta o Marcelo foi comigo buscar ele e quando ele viu o pai já disse “Ué, pai, se você tá aqui, quem tá fazendo meu almoço?” hehe
Ontem foi feriado aqui e não teve aula. Achei que hoje ele ia chorar mais de novo, mas que nada, hoje ele deu tchau direitinho e foi brincar. Não sei ainda se ele chorou depois, quando for buscar ele vou perguntar. Mas a cada dia está melhor. Pelo que a professora disse ele ainda não brinca com as crianças, fica mais no canto dele, mas participa da aula de música, de esporte...
Eu tô com muita fé que semana que vem já vai ser bem melhor!

Sil no post sobre os preços

Uma curiosidade: vc percebe que as coisas são de melhor qualidade aí? tanto as frutas e verduras como outros produtos?


Sim, percebemos que tudo aqui tem uma qualidade bem melhor do que no Brasil. As frutas e verduras são muito boas, frescas, e têm menos agrotóxicos. O leite é muito mais encorpado, delicioso! Os iogurtes são uma loucura, cremosos e com pedaços de fruta no meio. Os sucos normalmente são 100% naturais, sem açúcar nem conservantes ou corantes. As roupas que são baratas (tem roupa cara também, mas até agora só compramos as baratas, hehe) são bem boas. A gasolina também, é um pouco mais cara que no Brasil, mas muito mais pura, não tem tanto etanol misturado (nem é adulterada como no Brasil, com certeza).
Enfim, os preços são normalmente iguais ou até mais baixos do que no Brasil e a qualidade é, sim, muito melhor!

Je no post sobre a nossa casa

Mas curiosidade porque as cortinas são na metade de baixo da janela e não inteira?


Je, aqui também tem cortina de janela inteira, mas o legal da meia cortina é que barra a vista de quem tá lá fora pra dentro mas a gente ainda consegue ver lá fora por cima da cortina. Então quando estou na cozinha de pijama, por exemplo, ninguém vai ver que eu to de pijama, no máximo vai ver a minha cabeça passando, mas eu ainda consigo ver o céu, ver gente passando na rua... Bom, de dentro de casa dá pra ver através dela um pouco também, de dia, pois lá fora está mais claro que dentro. Agora de noite, se acendemos a luz da cozinha, dá pra ver tudo lá dentro, daí a gente fecha as venezianas.
Fora que eu acho um charme essas cortinas, sempre sonhei ter uma assim!

Sil no post sobre o passeio Burg Munzenberg

Ei Dani, esse abril então tá te fazendo lembrar do clima de Curitiba?


Pois é, Sil, o clima em abril foi bem doido, imprevisível, mas com pouca chuva na verdade. O clima aqui é bem seco e dentro de casa, por causa do aquecimento em todos os cômodos, mais ainda. Não tem mofo como Curitiba, êêêê! E até aqui ainda não vimos uma chuva de verdade. Às vezes arma um temporal, nuvens escuras, relâmpagos, e quando a gente vai ver chove uma chuvinha rápida. Minha cunhada disse que é assim mesmo, aqui não tem temporais como no Brasil. Deve ser por ser mais seco. Acho que vou até sentir falta, eu gosto de temporais (desde que eu esteja em casa quietinha hehe).

Sil no post Problemas na lixolândia

Ow Dani, todo esse lixo não fica um futum aí não? E agora vc vai ter que colocar o lixo na noite anterior? Pode fazer assim?


O lixo não fede não, pois é como o lixo que não é lixo aí de Curitiba, são apenas embalagens lavadas, e tal. Mas o raio do ratinho deve ter sentido o cheirinho nas embalagens e roeu, principalmente as de leite. Mas o nosso vizinho já colocou veneno no porão e os ratos sumiram, já estou até colocando meus sacos de lixo amarelos lá de novo.
Ah, e a tática, eu descobri agora, é justamente colocar o lixo na calcada já na noite anterior.

Sil no post O drama do lixo

Eu fiquei curiosa para conhecer o processo de incineração. Porque eu achei tudo muito prático e evoluído, mas fiquei com o pé atrás no que diz respeito à incineração (já que a incineração gera poluição do ar). Adoraria saber mais, inclusive o percentual de lixo que é reaproveitado (que vai para a reciclagem ou compostagem) e que vai pro incinerador.


Bom, eu não fiz uma pesquisa a fundo sobre esse processo de incineração mas perguntei pro meu pai. Ele me disse que todo esse processo de incineração é controlado, não gera nenhuma poluição. Que os incineradores até têm uma chaminé, mas da qual não sai fumaça nenhuma, pois é tudo filtrado antes de sair. E a queima do lixo gera energia, usada no aquecimento das casas mais próximas do incinerador. E que a Alemanha tem até “importado” lixo de outros países pra queimar e gerar calor, pois aqui o lixo incinerado tem sido bem pouco.
Aqui em casa sem dúvida o lixo de embalagem é o maior de todos. Mês passado foram 6 ou 7 sacões que a gente produziu. Pelo que eu entendi essas embalagens têm que ser recicladas pelas empresas que produziram elas. Achei isso muito legal! O segundo maior volume é o do lixo biodegradável (restos de comida). Esse é todo aproveitado pra virar adubo. Em terceiro lugar aqui em casa vem o papel, que vai todo pra reciclagem também. E por último tem o lixo “resto”, com papel higiênico (que aqui é pouco, pois pode ser jogado na privada), cotonetes, plásticos melecados, fraldas descartáveis, essas coisas. Esse é o de menor volume aqui em casa e é esse que vai ser incinerado.
Bom, eu diria que o sistema aqui é perfeito, mas pelo que eu soube as pessoas nem sempre fazem tudo certinho, então ainda dá pra melhorar um pouco.

Sabrina no post Enfim, a Internet!

O Marcelo sempre aparece só de camiseta nas fotos. Ele deve estar adorando a temperatura né!!!


Sim, estamos adorando a temperatura, o clima, tudo! Dentro de casa com o aquecimento fica sempre entre 20 e 22 graus. Lá fora ainda tem estado frio (6 graus de manhã às vezes), mas mesmo esse frio não é tão frio como Curitiba, por ser mais seco. Quando está 6 graus não parece tão frio como 6 graus em Curitiba.
A gente tá com medo é do calor do verão, pois nós dois preferimos o frio do que o calor. Aiai!



Bom, pessoal, acho que é isso! Espero ter tirado algumas das suas dúvidas, hehe! Continuem perguntando! Beijos!




12 de mai de 2012

E os preços?

Oi pessoal!

Lembram que eu mostrei meus folhetos de propaganda que eu recebo de monte em casa? Lembram que eu disse que ia falar sobre os preços na Alemanha?

Lembram que eu tô desempregada?

Que bom, então vocês vão entender que eu tenho tempo e paciência de brincar de recortar e colar, né?

Sendo assim, vou mostrar aqui um trabalhinho que eu fiz pra poder mostrar um pouquinho dos preços da Alemanha pra vocês, diretamente recortados dos folhetos de mercado, com meus comentários ao lado (espero que entendam a minha letra, hehe)!










E aí, o que acharam? Bom, eu basicamente acho que a gente tem conseguido comprar coisas bem baratas comparando com o Brasil. Roupas, principalmente. O que é caro aqui é a mao-de-obra, pois todos ganham bem, entao servicos como encanador, pintor, empregada, jardineiro, sao caríssimos comparados com o Brasil. Nos postos de gasolina nao tem frentista, no mercado não tem empacotador, no McDonald´s não tem retirador de bandejas. É tudo no se vire. Mas eu não ligo, acho é bom.

Comida sai basicamente o mesmo preço, tem algumas coisas mais baratas e outras mais caras, aí na média da na mesma.

E aí, o que vocês acharam?

PS: Pra quem está agoniado por causa do Rafa na escola, podem ficar mais tranquilos. Na quinta ele ficou sozinho das 9 às 11 e chorou um pouco, e na sexta ele ficou sozinho das 8 e meia às 11 e meia e nem chorou. Hoje ele acordou e queria ir pra escola. É isso aí, ele está acostumando, e eu bem mais aliviada.



7 de mai de 2012

Primeiros dias de aula do Rafa


Pois é, quarta-feira dia 2 de maio foi o primeiro dia de aula do Rafa.

E olha, eu pensei que ia ser fácil. Que ele ia adorar! Pois no Brasil, com 1 ano e meio ele foi pra escolinha e foi a única criança que não chorou. Curtiu desde o primeiro momento.

E aqui não foi bem assim. Fomos nós na quarta-feira pra escolinha dele, que fica a meia quadra de casa. A escola é linda, de verdade. Não dá nem pra explicar!

Chegamos e fomos direto pra classe dele, no segundo andar. A professora nos recebeu e ele foi logo brincar. A professora havia pedido que eu ficasse com ele em classe o dia todo nesse dia. Havia mais três mães pois outras três crianças também estavam começando naquele dia.

E o Rafa logo já achou a cesta de carrinhos, elegeu um e ficou brincando, sozinho, na dele. Mas daí logo ele correu de novo pra mim. E brincava e voltava pra mim. As 9:15hs haveria a roda do dia, quando a professora se senta com eles em roda e faz alguma atividade e nesse dia foi um aniversário de um menino. As professoras serviram bolo e água (com gás) pras crianças, eles cantaram parabéns e comeram. Até aí tudo lindo, o Rafa ficou sentadinho, comeu o bolo, mas quando terminou de comer já saiu correndo da mesa e foi brincar. As crianças todas continuaram na mesa, menos ele. Tentei fazer ele voltar, mas que nada! Depois as crianças foram liberadas pra brincarem de novo.

Aqui é muito doido, as crianças ficam soltas na escolinha. Elas podem circular livremente, ir em qualquer sala, brincar com crianças mais velhas, mais novas... Só tem essa roda na qual eles discutem algum assunto, ou a professora explica o que pretende fazer no dia, mas no geral eles ficam à vontade. Cada sala tem uma temática, a do Rafa é cheia de blocos de montar, quebra-cabeças, carrinhos, jogos. A outra é um teatro, é a sala da fantasia, com casinha, cozinha, fantasias, tudo pra brincar de faz-de-conta. A terceira é o atelier de arte, cheia de papéis, tintas, lápis, giz, as crianças podem pintar na parede, mexer com água... E a quarta é uma sala cheia de madeiras, sucata, pras crianças criarem, inventarem coisas.

Cada turminha (são 4, de acordo com a idade) vai pra sua sala na hora da roda da manhã, mas antes disso eles circulam por toda parte, menos lá fora. Depois da roda da manhã eles descem pro refeitório e comem. O refeitório parece um restaurante de gente miniatura. Tem as mesinhas com flores em cima, água pra tomar, no meio tem o buffet, com quadradinhos de pão com frios, frutas cortadinhas e sucrilhos. As crianças (todas, até as menores) pegam seus pratinhos e se servem sozinhas, sentam a mesa e comem bonitinhas. Quando terminam levam seus pratinhos ou potinhos pra bancada de louça suja. Quando acaba uma garrafa de água (de vidro!!!!) em cima da mesa, eles mesmos colocam a garrafa vazia no engradado de garrafas vazias e pegam uma nova e abrem. É impressionante ver como as crianças aqui são independentes! É outra criação!

Aí o que o Rafa faz logo no primeiro dia no refeitório? Pega um pãozinho, tira o queijo de cima e come, e sai correndo lá pra fora, de sapatos de ficar dentro da escola! Sim, porque aqui quando a criança chega na escola primeiro tem que ir no closet da classe dela tirar o casaco e colocar o sapato de ficar dentro, pode ser um crocs ou uma pantufa. Pra ir lá fora tem que colocar o casaco e o sapato de ir lá fora. E o Rafa saiu correndo comendo só o queijo do pão e ainda usando o sapato de ficar dentro! Foi um choque! A professora foi correndo buscar ele e ele fugia dela. E eu queria me esconder!

Enfim, passado esse momento do refeitório, as crianças voltam pra brincar onde querem e ele ficou na classe. Aí lá pelas 10 e meia eles vão todos pra fora. As professoras ajudam todos a colocar os sapatos e casacos, fecham as classes e todos saem. E lá fora é uma delícia, tem mil coisas pra fazer. Mas meu filhote não me larga. Aí ele correu, brincou, se estranhou com dois meninos e às 11 e meia fomos pra casa. Ele estava exausto! Acho que ele chega a ficar estressado com tudo isso, sabe?

E na quinta foi mais ou menos a mesma coisa, só que na hora da roda da manhã eu não fiquei na classe. Depois a professora me disse que ele ficou correndo e pulando pela classe na hora da roda, que ele não ficou sentado como os outros. Depois não quis comer e eu nem insisti, melhor não repetir o feito do dia anterior, né?

Na sexta eu fiquei fora da classe na hora da roda e depois, quando ele estava lá fora já, eu disse pra ele que eu ia pra casa. Ele disse que tudo bem, e eu fui. Voltei depois de meia hora e quando cheguei ele estava chorando no colo da professora e a diretora desesperada procurando meu telefone pra me ligar. Disseram que ele chorou a meia hora toda! E fomos pra casa!

Hoje algumas coisas já foram melhores, ele ficou quietinho na hora da roda, pelo que a professora me disse. Ele não se encrencou com ninguém. Ele comeu dois pedaços de pão antes de ir brincar lá fora. Mas não me largou mesmo, com medo que eu fosse embora de novo. Na hora de ir brincar lá fora queria vir pra casa, acho que por medo de eu sair de novo quando ele estivesse brincando. Eu acho que na sexta por mais que eu tivesse falado 3 vezes pra ele que eu estava indo pra casa, ele não entendeu, e se sentiu abandonado, tadinho!

Eu sei que isso tudo está sendo difícil pra ele principalmente por não saber nada de alemão. As vezes ele reage bravo com as crianças, bate, porque ele sempre acha que estão brigando com ele, ele não entende as crianças nem consegue se fazer entender. Os costumes das crianças são outros e ele não conhece as regras ainda. Ele ainda não é tão independente. A professora não é tão atenciosa e carinhosa como era a do Brasil.

E a gente sabe que toda adaptação no começo é difícil, e estamos confiantes de que já já ele vai estar mais enturmado, entendendo melhor as coisas e devagarzinho aprendendo alemão. E em casa também estamos trabalhando a independência dele, ele já está tomando suco no copo aberto, já está indo sozinho ao banheiro, está comendo sentadinho na mesa, coisas que antes ele não fazia, por culpa nossa, de continuar tratando ele como bebezinho.

Finalizando, eu sei que vai passar e fico feliz de poder estar dando toda a atenção que ele precisa e acompanhando esse recomeço de perto. Mas que meu coração de mãe tá apertadinho, ah isso tá!

5 de mai de 2012

A vez do amarelo

Meu mundo amarelou.

Culpa da primavera alemã, que é tão organizadinha.

Primeiro vieram as flores brancas. Havia outras, de outras cores também, claro, mas a maioria era branca.

E agora é a vez das flores amarelas. Por onde a gente olha tá tudo amarelo! Grande parte por culpa dos dentes-de-leão, que crescem em toda parte. Também por causa das folhas novas das árvores, que são verdinho claro, quase amarelo. Além disso tem as plantações de canola, que estão floridinhas!

Bora mergulhar nessa amarelice junto com a gente?























E viva a cor da vez, o amarelo!